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19 de março de 2015

O Tempo


O tempo pode ter vários significados. Podemos falar do tempo em relação à temperatura, em relação aos dias, meses e anos. Do meu ponto de vista palavra tempo tem um significado mais abrangente para ser utilizado em temperatura ou dias. A palavra tempo pode significar o tempo que nos resta de vida ou o tempo passado em que cometemos erros e o tempo presente que já não nos deixa voltar a trás para os emendar.
Embora eu considere que não devemos mudar ainda temos tempo para mudar quem somos e quem pretendemos ser, mas já não temos tempo para voltar a trás para mudar quem eramos.
Tudo muda com o passar do tempo inclusive as pessoas e não é só na aparência que mudamos. É impressionante o poder que o tempo tem sobre nós.
Fátima Dantas, 8ºF, n.º 12

5 de março de 2015

Fraternidade


Na minha opinião, as pessoas atualmente não têm consciência do quanto a fraternidade é importante numa sociedade, ou seja, a importância do respeito pelo outro independentemente das diferenças que existam, para poder haver harmonia, bem-estar e paz.
Todos possuímos características próprias e são elas que nos ajudam a construir a nossa personalidade. Apesar de todas as pessoas não defenderem os mesmos valores, existe um que deve ser comum a todas elas: a fraternidade.
Todos os indivíduos têm direitos e, como tal, todos devem ter acesso às mesmas oportunidades. Criar ódio ou antipatia pelo outro em vez de espírito de entre-ajuda e afeto não nos ajuda em nada. Nos EUA, por exemplo, em 2009 foi a primeira vez que um cidadão de raça negra foi eleito presidente (Barack Obama), situação esta, que há uns anos atrás era impensável, essencialmente devido às mentalidades retrógradas.
Se houver fraternidade irá haver união e será possível respeitar e ouvir o outro estabelecendo uma relação pacífica. Se todos vivemos numa sociedade, temos de aprender a viver com variadíssimas pessoas, em que todas elas têm o direito de ser tratadas de igual forma e serem aceites. Devemos ter igualmente a capacidade de não guardar rancor ou sermos egocêntricos e ajudarmos não só um amigo, mas também um mero desconhecido.
Para haver fraternidade é necessário que se mudem mentalidades e que o egocentrismo e a indiferença sejam postos de lado, dando lugar a um mundo mais harmonioso em que todos são tratados de igual forma, contribuindo para o seu bem-estar e o do próximo.
Carolina Sofia, 12ºB, n.º9

3 de dezembro de 2014

Sobre uma visita de estudo à exposição "7 Mil Milhões de Outros" (II)


No dia 11 de Novembro de 2014, no âmbito das disciplinas de Sociologia e de CIS, a nossa turma - 12ºC do Curso Profissional de Técnico de Animação Psicossocial - fez uma visita de estudo à exposição 7 MIL MILHÕES DE OUTROS, patente no Museu da Eletricidade em Lisboa.
Foi uma manhã diferente, pelo que nos divertimos e aprendemos. Precisámos de apanhar dois autocarros para chegarmos ao museu; éramos um grupo em deslocação em hora de ponta, tínhamos que estar a horas e chovia! As professoras, atentas para que não nos dispersássemos (de forma a apanharmos todos o mesmo autocarro) e nós hilariantes "à luta” com a chuva, com os nossos chapéus e com as filas dos autocarros. Chegámos todos bem e no mesmo autocarro. Conseguimos atingir o nosso primeiro objectivo: a pontualidade.
O Museu da Eletricidade é um edifício muito bonito e conta-nos a história da produção da energia em Portugal, mas o que nos surpreendeu foi mesmo a exposição "7 Mil milhões de outros". Nós, os outros, “todos diferentes e todos iguais”. Com esta visita pudemos ver o que o mundo pensa sobre diversas áreas, como o amor, a família e outros problemas diários. Passaram histórias e percursos de vida vindas dos 5 continentes, envoltas em cheiros, cores, hábitos e jeitos. Diferentes, é certo, pela matriz geográfica e cultural, mas bem semelhantes na capacidade de sorrir, chorar, amar, estender a mão e recomeçar. Um desejo universal, constante e inquietante de procura de estarmos bem connosco e com os outros.
Da visita a que assistimos gostámos de várias frases ditas por pessoas dos 5 cantos do mundo, das quais registamos algumas (à frente da frase está o nome do aluno que a selecionou):

- “ A união faz a força. ” - Daniel Jader.
- “Ao fim de 20 anos de casada, apenas há 3 anos aprendi o que é o amor, o que se sente e o poder que ele tem nas pessoas” - Ana Daniela Genebra.
-“Tive que me prostituir para dar comida e conseguir pôr o meu irmão na escola”- Maria Sissé.
-“O meu maior medo é morrer.” - Mafalda Lopes.
-“ Tornei-me bom a ver os meus pais a mostrarem-me o mal, mas quero que os meus filhos se tornem bons a ver o bem.” - Daniela Almeida.
-“ Crescemos de uma maneira diferente, tivemos uma educação diferente mas eu tinha de casar com ela, eu amo-a.” - Armando Magalhães.
-“Quero agradecer aos meus pais a pessoa que sou hoje.” - Jéssica Aguiar.
-“ Um lado de mim é a minha tradição, o outro, o meu lado moderno .”- Cátia Parente.
-“Somos tão diferentes, até no sexo.” -Tiago Amaral.
-“A minha mãe nunca me julgou.” - Fabiana Silva
-“O amor é como um ovo, se o segurarmos com muita força parte-se, se o segurarmos com pouca força, cai,” - Adama Dramé.
-“A minha mãe acordava cedo para lavar a roupa e dizia-me que queria que eu fosse costureira.” - Ana Patrícia.
                                
E nós, os outros entre os 7 mil milhões de outros, que histórias escrevemos na procura de estarmos bem connosco próprios e com os outros ?

A turma do 12ºC

27 de novembro de 2014

Sobre uma visita de estudo à exposição "7 Mil Milhões de Outros" (I)

No dia onze de novembro, a turma do 12º B fez uma visita de estudo ao Museu da Eletricidade para a visualização da exposição “7 Mil Milhões de Outros”, no âmbito da disciplina de Sociologia.
A exposição foi criada em dois mil e três e tem percorrido grande parte do mundo; de momento está em Portugal.
“7 Mil Milhões de Outros” convida-nos a conhecer as emoções e os sentimentos vividos por pessoas nos quatro cantos do mundo: os seus medos, as suas paixões, as suas ambições e os seus problemas.
Através da exposição podemo-nos aperceber que somos diferentes e que, por isso, há diferenças que nos individualizam, no entanto, através das entrevistas aprendemos que há muito mais que nos une do que nos separa.
Esta exposição baseia-se na apresentação de testemunhos de pessoas espalhadas pelo mundo, que têm diferentes culturas, diferentes religiões, diferentes vivências, tendo em comum histórias para contar.
No final da visita, todos os visitantes maiores de dezoito anos podiam deixar o seu testemunho, respondendo a cinco das quarenta e cinco perguntas sobre vários temas, inerentes à família, à morte, ao sentido da vida e às suas ambições. O João Direitinho, da nossa turma, deixou o seu testemunho.
Reconhecemos que a visita nos enriqueceu o conhecimento e nos permitiu encarar as diferenças de cada um de uma outra forma, dando-nos a perceber que, apesar de existirem circunstâncias que nos separam dos outros, há algo de mais forte que nos une – “Todos diferentes, todos iguais”.
 
Reflexão dos alunos do 12.ºB que participaram na visita à exposição
Catarina Caeiro: "Os maus tratos perante as mulheres têm que acabar em todo o Mundo".
Ana Luz: "Em tudo somos diferentes. Diferentes culturas, diferentes vivências, diferentes opiniões e diferentes histórias para contar".
Ana Nunes: "Hoje, o único caminho é descobrirmos o outro, para o entendermos em todos os desafios que enfrentamos, não podemos agir de forma isolada".
Bruna Lacerda: "Por muito diferentes que sejam as pessoas e as suas culturas, todos temos o mesmo objectivo na vida: ser feliz",
Mariana Pereira: "O amor é manifestado de maneira diferente em todo o mundo".
Paulo Andrade: "No mundo existem muitas culturas, muitas histórias e muitas pessoas. É esta panóplia de culturas que dá vida à vida".
Magda Melo: "Os sonhos fazem vida".
Gonçalo Costa: "Diferentes na tez e na cultura. Iguais na capacidade de amar, na generosidade para com o outro e na gratidão para com a vida. Semelhantes nos sentimentos do medo, da miséria e da injustiça".
Evelina Tkachuk: "Para o caminho da felicidade, há sempre dificuldades que temos de ultrapassar".
Eduarda Freitas: "Não há nenhuma língua que impeça a comunicação".
Carolina Almeida: "Ser diferente é ser único".
Inês Rocha: "O importante é não desistir. Por muito longo que seja o caminho, no final algo de bom sempre nos espera".
Andreia Martins: "Somos tão diferentes, mas no fundo tão iguais."
Inês Xavier: "Mesmo que todos tenhamos histórias diferentes, todos temos o mesmo objectivo: viver a vida de modo a sermos felizes".
Sara Filipa: "As mulheres têm de dizer chega aos maus tratos".
Débora Lima: "Todos iguais, todos diferentes".
João Direitinho: "7 mil milhões de formas de lutar por um mesmo objectivo comum: sermos felizes".
 
Para ler mais sobre esta exposição clicar AQUI.

27 de fevereiro de 2014

Se eu fosse um viajante...

 Se eu fosse um viajante adorava percorrer o mundo, com os meus amigos, de carro numa espécie de “surf trip”, à procura da melhor onda. Gostava de conhecer novas regiões, surfar nas grandes ondas do Hawai, acima de tudo, divertir-me.
Andar de localidade em localidade, a viajar pelo mundo, para mim seria uma experiência fenomenal! Iria ficar a saber mais sobre a cultura, costumes, música, história, gastronomia, moda e muitas mais outras coisas interessantes, sobre países e cidades por que passasse.
Uma das sensações que eu ia adorar sentir como viajante era o vento; consigo imaginar na minha cabeça, eu e o meu grupo de amigos, num descapotável, com as pranchas de surf atravancadas na parte de trás do carro e o vento a bater contra a minha cara, enquanto viajávamos nas largas estradas da Califórnia.
Adorava sentir aquela sensação de não estar “presa” a nenhum sítio (lugar); como se diz na linguagem dos surfistas “andar sempre na crista da onda”. Sentir aquela liberdade, saber que, de manhã, podia estar em Portugal a comer um pastel de nata de Belém e que, à tarde, poderia já estar em Espanha nas belas praias de Benidorm a beber um sumo e a comer umas tapas.
Se algum dia fosse tornar-me um viajante iria à procura da melhor praia para “espetar a minha prancha” e disfrutar do momento. Mas como nem tudo na vida é feito de água, ondas e areia, há que aproveitar o resto. Gostava de deixar-me levar pela adrenalina e aventura, conhecer a Itália, visitar todos aqueles grandes monumentos, aterrar na Ilha da Páscoa e tentar perceber como é que todas aquelas estátuas foram ali parar, chegar à Escócia vestir um “Kilt” e pegar numa gaita-de-foles e desatar a tocar.
Mas claro, havia muitos mais locais que teria que visitar, como ir ao Canadá, o país da minha heroína “Avril Lavigne”, estar de passagem na Alemanha e comer aquelas belas salchichas “Frankfurt”; Também, é claro, que não me importava nada de deixar o nosso querido carro e apanhar um avião até Bora-Bora e disfrutar do sol numa esplanada à beira-mar com um cocktail na mão, a observar o magnífico pôr-do-sol.
O último local a que gostava de ir, ou melhor, visitar para depois um dia mais tarde “espetar a minha prancha naquela praia”, seria mesmo a fantástica Ilha de Ibiza em Espanha mas, antes disso, teria que passar por Pamplona e assistir às “largadas dos touros” pelas ruas para me interiorizar um pouco da cultura Castelhana.
Bem como todos os viajantes, ia acabar por sentir saudade da minha terra Natal (Portugal) e algum dia teria que lá voltar, nem que fosse para comer umas bifanas e sardinhas assadas nos Santos Populares, em Alfama, e matar saudade dos tão irritantes elétricos, pois quando voltamos ao mesmo local onde nascemos , até as coisas que eram aborrecidas na altura, se tornam irradiantes e preenchem o nosso olhar.
Marta Pires Tomé, 10.ºB, n.º31 

22 de fevereiro de 2014

Dia Internacional da Língua Materna - 21 fevereiro


CHINÊS

 
“Eu sou apenas um girassol persistente, esperando Nalv, meu único sol.”
Chengliang Zheng, 8.ºE, n.º5
 
NEPALI / NEPALÊS
 
 
“Nenhuma lei nos vai mudar. Todos temos que nos respeitar uns aos outros, qualquer que seja o Deus em que acreditemos porque todos vivemos da mesma forma. “Só Deus nos pode julgar e, por isso, devemos esquecer os inimigos”.
Dikshya Udash, 8.ºE, n.º8
 
DIALLONKÉ


“Eu cumprimento as pessoas na minha língua materna – Diallonké.
Eu nasci na Guiné Conacri. A Guiné tem vinte e seis (26) dialectos.
Brancos e negros são todos iguais. Todos têm a mesma natureza.
Eu falo a língua Dialloké.”
Alpha Bah, 8.ºE, n.º1

Na Guiné Conacri fala-se também o Francês...


“Eu chamo-me Alpha. Nasci na Guiné Conacri. Em 2010 parti para a Bélgica. Em 2013 regressei a Portugal, mas antes de voltar a este país visitei a Alemanha. Também visitei a França e a Suíça.
Sou tímido e corajoso. Adoro fazer desporto.
Em 2013 depois de ter visitado estes países, retornei a Portugal, tendo de seguida iniciado a escola. A minha escola chama-se Escola Nuno Gonçalves. As minhas matérias preferidas são a Língua Portuguesa e a Língua Francesa.
A Guiné Conacri é rica em diamantes, ouro e bauxite.”
Alpha Bah, 8.ºE, n.º1
 
 ... e o Inglês:


“Eu oiço música Reggae e música Ragga.
Gosto de sair com os meus amigos e de ir ao cinema.
Gosto de cartoons, pratico desporto, gosto de karaté.
Adoro a Guiné Conacri e adoro Portugal.
Gosto muito de dormir e de comer. Gosto de arroz, galinha e salada. Gosto de estar nos “chat” com os meus amigos e jogar jogos no Skype. É muito divertido.
Adoro África e o mundo.”
Alpha Bah, 8.ºE, n.º1

ÁRABE


Olá, chamo-me Muhammad Shuhaib e tenho 20 anos de idade. Sou estudante. Isto é apenas o começo. Sou um rapaz muçulmano. Estão admirados certo? Pois eu sei… É fácil olhar para mim e gostarem logo de mim à primeira vista. Eu sou mesmo aquele género de pessoa descontraída que é acarinhada por todos e por todos os locais onde passo deixo sempre a minha marca.
Desde já saliento que gosto de um pouco de tudo. Quando me encontrarem por aí na vossa escola ou nas ruas verão que tudo o que disse neste texto é verdade. Não tenho problemas com ninguém. Sou um rapaz muito pacífico. Mas quando se trata de defender os meus direitos e deveres, como cidadão, sou muito rígido.
Bem, isto é um pedaço da minha história. Não posso adiantar muito mais de mim porque também quero que descubram mais informações sobre mim na Internet e deixem as vossas sugestões na minha página do Facebook. Para mais informações dirijam-se à BE/CRE da Escola Luísa de Gusmão do vosso Agrupamento. Não ficarão desapontados porque sou um rapaz muito diferente do que se vê por aí.
Não me quero gabar, mas detesto a violência. Isto deve-se ao facto de querer lutar por um país mais livre e próspero. Quero que todos vivam em paz e que deixem de ser tão antiquados. Humm … isto já está a ficar um discurso gigante para uma excelente personalidade como eu.
Bem, demarco-me pela minha energia positiva. Mas se me vires triste… Não desanimes. Quando olhar para ti estarei sempre lá para te ajudar. Sou muito solidário. Por agora é tudo.
Deixo já uma sugestão sobre a minha cultura que é uma música de estilo Bollywood. Se quiseres aprender um pouco melhor sobre este tema terei todo o prazer em ser o teu mestre. Não hesites. Nunca ficarás desapontado.
E agora para as raparigas… Gosto de todas vocês de uma maneira diferente porque sou muito liberal embora não pareça. Os meus antigos colegas dizem que tenho o dom da palavra devido à minha alcunha ser “Prince”. É esse o meu estilo de vida.
Lutei muito e passei por imensas dificuldades para chegar à posição mais elevada. Por isso o conselho que te posso dar é que sejas forte e tenhas fé em Deus.
Obrigado por leres esta mensagem.
Que Deus te abençoe!
Muhammad Shuhaib, 12.ºano


 
HINDI
 
Mera naam hai Yahya Shafiq. Main Pakistani hoon. Main Portugal main 3 mahine se hoon.
O meu nome é Yahya Shafiq. Eu sou Paquistanês. Estou em Portugal há 3 meses.
Ma apne mulk sa muhabat karta hoon lakin ma Portugal main hoon aur main 3 mahine se apne mulk ko yaad kar raha hoon.
Eu amo imenso o meu país mas vim para Portugal e tenho saudades dele desde há 3 meses.
Aggar Khuda na chaha to main Pakistan jald hi jaoonga.
Se Deus quiser irei voltar para lá logo que puder.
Ma yahaan sirf is waja sa hoon kiyu ke Pakistan main padhai ka system achcha nahin hai is liye main Portugal main padhne ka liye aaya hoon take ek taleem yafta kahla sakoon .
I come to Portugal because the Pakistani system is not good and I want to study in Portugal to be a hard working man and also because studying makes good people.
Yahya Shafiq

Estes textos foram expostos na BE/CRE: ver AQUI.