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2 de março de 2015

O mundo vivo, mas mudo


A propósito do poema “Há Palavras que nos beijam” de Alexandre O’Neill, foi pedido aos alunos que escrevessem sobre a importância das palavras. Um dos textos escritos foi este:

Quanto a mim gosto das palavras, palavras que uso para falar com quem gosto, palavras que uso para falar com quem amo, palavras que uso para falar, simplesmente, comigo mesma, para escrever no meu diário, para mandar um e-mail ou até mesmo uma carta.
O mundo sem palavras não seria mudo, seria barulhento, seria ruidoso. Nas cidades os motores dos carros, o barulho das fábricas, os passos pesados dos cidadãos, o abrir e fechar das portas de cada prédio, tudo, tudo seria barulho. No campo os pássaros, o vento, o rio, tudo faria sons lindos mas, rapidamente, a falta da palavra, a mudez do ser humano baixaria o volume do som da grande coluna que é o mundo.
Se não houvessem palavras, como é que os apaixonados de outra hora escreveriam as suas lindas cartas que foram lidas tantas vezes e, ainda hoje, são lidas e relidas pelos apaixonados de agora? Como declarava eu o meu amor? Como seria eu sincera e verdadeira? Como é que escreveria o meu nome? Se não houvessem palavras será que eu teria nome?
O mundo não para, não se senta para pensar na sorte que tem. O mundo tem um dom, o dom da palavra, o dom de poder expressar-se, o dom de amar, pedir, odiar, gostar, admirar e até invejar, através da palavra. E se não houvessem palavras, como escreveria eu este texto sobre elas?
Alice Rodrigues, 8.ºC, n.º2

27 de março de 2014

Quem sou?


Aos quinze anos sou assim.
Sou aquela que escala a montanha para olhar o horizonte,
sou aquela que olha o horizonte e não vê o céu,
sou aquela que enfrentaria tempestades e marés
para sentir o desejo do dever cumprido.
Sou aquela que anseia apanhar uma borboleta
mesmo tendo as mãos presas por correntes.
Sou um barco à deriva,
sou o reflexo da água,
sou a âncora,
sou a ilusão,
sou a borracha,
sou a exatidão.
Sou a incerteza.
Sou aquilo que sempre esperei,
sou aquilo que não sei.

Carolina Santos, 10.º A
Vídeopoema

Ó Morte!


Ó Morte! Ó Morte!
Que queres tu?
Assustas os que amo
E ignoras os que temo.

Levas para longe os que vão por opção
E os que não têm escolha.
Os que cá ficam,
Ficam com grande dor no coração.

Há quem se limite a seguir em frente
Há quem espere que apareças...
Os dias passam a ser diferentes,
Uns como se fossem o primeiro
E outros como se fossem o último.

Ó Morte! Ó Morte!
Que queres tu?
Será que andas perdida como eu?
Uma hora vagueias sem rumo
Noutra hora matas sem dó!

Qual é a tua forma?
Vens como uma sombra
Ou como uma nuvem de fumo?
És tu que tens o poder de escolha
Ou segues uma ordem?

Ó Morte!
Ó Morte!
Que queres tu?

Soraia Miranda, 8.º D
Vídeopoema 

Tu és a tal


Ouvindo a chuva a cair
lembro-me do teu olhar
e do dia em que te fui pedir
se comigo querias namorar.

Tu, minha princesa,
demoraste a aceitar,
mas hoje tenho a certeza
de que não vivo sem te amar.

Contigo quero ir,
ir a todo o lado,
fazer-te sempre sorrir
com o coração por ti roubado.

Dizes-me coisas tão belas,
que já nem sei o que te falar;
só sei que à luz das velas
os teus lábios quero beijar.

Fazes-me tão bem...
fazes-me sentir especial!
Amo-te como a mais ninguém,
posso dizer que tu és a tal...

Só preciso de saber
se para sempre comigo queres ficar;
nunca te vou esquecer,
o meu amor por ti está sempre a aumentar.

Nélson Fernando, 7.º B
Vídeopoema 

A primavera é tudo observar



A primavera é tudo observar
e ver as andorinhas a voar.

O verão é ficar deitado ao sol 
e apanhar um escaldão.

O outono é ver as folhas a cair
e desatarmo-nos a rir.

O inverno é estar ao pé do aquecedor
e sentir um aconchegante calor.
 
Aminata Gebaté, 7.º B
Vídeopoema

Ó Lua que és tão bela


Ó Lua que és tão bela
e que à noite entras
pela minha janela,

dizem que pareces um queijo
e quando olho para ti
é isso que eu vejo!

Ó Lua que estás tão alta,
quando entras pela janela,
ficas logo na ribalta!

Beatriz Carvalho, 7.º B
Vídeopoema

A saudade mata, dolorosa


A saudade mata, dolorosa,
as recordações do amor;
com a sua magia graciosa
causando um alegre pavor.

As lágrimas de saudade
fazem a sua tortura:
sonhamos com a felicidade
desejamos a ternura.

Mas cheio de dor
e de saudade terrível,
o coração quer um amor
que é impossível.

João Mourão, 7.ºB
Vídeopoema 

20 de fevereiro de 2014

"O sol é mais bonito do que a lua"

 
O SOL É MAIS BONITO DO QUE A LUA
 
O sol é mais bonito do que a lua,
E o Yaraslav é mais lindo do que o sol.
Mas o frio dos antigos ventos propostos,
Não chegam aos pés dos meus antigos cabelos.
A maré mais forte,
Não chega aos pés da montanha do meu corpo.
O solo forte da terra,
Não é mais subtil do que as caminhadas do meu pé.
O fogo que arde em chamas,
Apaga-se com o sopro vindo da minha boca.
A chuva crítica do mundo,
Não é mais inteligente do que a minha sabedoria divina.
 
Yaraslav Tomás, n.º25, 8.ºE