27 de novembro de 2014

Sobre uma visita de estudo à exposição "7 Mil Milhões de Outros" (I)

No dia onze de novembro, a turma do 12º B fez uma visita de estudo ao Museu da Eletricidade para a visualização da exposição “7 Mil Milhões de Outros”, no âmbito da disciplina de Sociologia.
A exposição foi criada em dois mil e três e tem percorrido grande parte do mundo; de momento está em Portugal.
“7 Mil Milhões de Outros” convida-nos a conhecer as emoções e os sentimentos vividos por pessoas nos quatro cantos do mundo: os seus medos, as suas paixões, as suas ambições e os seus problemas.
Através da exposição podemo-nos aperceber que somos diferentes e que, por isso, há diferenças que nos individualizam, no entanto, através das entrevistas aprendemos que há muito mais que nos une do que nos separa.
Esta exposição baseia-se na apresentação de testemunhos de pessoas espalhadas pelo mundo, que têm diferentes culturas, diferentes religiões, diferentes vivências, tendo em comum histórias para contar.
No final da visita, todos os visitantes maiores de dezoito anos podiam deixar o seu testemunho, respondendo a cinco das quarenta e cinco perguntas sobre vários temas, inerentes à família, à morte, ao sentido da vida e às suas ambições. O João Direitinho, da nossa turma, deixou o seu testemunho.
Reconhecemos que a visita nos enriqueceu o conhecimento e nos permitiu encarar as diferenças de cada um de uma outra forma, dando-nos a perceber que, apesar de existirem circunstâncias que nos separam dos outros, há algo de mais forte que nos une – “Todos diferentes, todos iguais”.
 
Reflexão dos alunos do 12.ºB que participaram na visita à exposição
Catarina Caeiro: "Os maus tratos perante as mulheres têm que acabar em todo o Mundo".
Ana Luz: "Em tudo somos diferentes. Diferentes culturas, diferentes vivências, diferentes opiniões e diferentes histórias para contar".
Ana Nunes: "Hoje, o único caminho é descobrirmos o outro, para o entendermos em todos os desafios que enfrentamos, não podemos agir de forma isolada".
Bruna Lacerda: "Por muito diferentes que sejam as pessoas e as suas culturas, todos temos o mesmo objectivo na vida: ser feliz",
Mariana Pereira: "O amor é manifestado de maneira diferente em todo o mundo".
Paulo Andrade: "No mundo existem muitas culturas, muitas histórias e muitas pessoas. É esta panóplia de culturas que dá vida à vida".
Magda Melo: "Os sonhos fazem vida".
Gonçalo Costa: "Diferentes na tez e na cultura. Iguais na capacidade de amar, na generosidade para com o outro e na gratidão para com a vida. Semelhantes nos sentimentos do medo, da miséria e da injustiça".
Evelina Tkachuk: "Para o caminho da felicidade, há sempre dificuldades que temos de ultrapassar".
Eduarda Freitas: "Não há nenhuma língua que impeça a comunicação".
Carolina Almeida: "Ser diferente é ser único".
Inês Rocha: "O importante é não desistir. Por muito longo que seja o caminho, no final algo de bom sempre nos espera".
Andreia Martins: "Somos tão diferentes, mas no fundo tão iguais."
Inês Xavier: "Mesmo que todos tenhamos histórias diferentes, todos temos o mesmo objectivo: viver a vida de modo a sermos felizes".
Sara Filipa: "As mulheres têm de dizer chega aos maus tratos".
Débora Lima: "Todos iguais, todos diferentes".
João Direitinho: "7 mil milhões de formas de lutar por um mesmo objectivo comum: sermos felizes".
 
Para ler mais sobre esta exposição clicar AQUI.

13 de novembro de 2014

Filme "Os Maias" de João Botelho, uma apreciação crítica

 
Após a visita de estudo Ida ao Cinema Ideal – visionamento do filme Os Maias, adaptação de João Botelho (versão integral) – dos alunos do ensino secundário da Escola Secundária D. Luísa de Gusmão, foi pedido aos alunos que, em aula, escrevessem um texto de apreciação crítica do filme.



A Carolina Santos, do 11ºA, fez a sua apreciação crítica:
 
«Escrevo esta apreciação crítica da mesma maneira e com a mesma perspetiva com que vi o filme – comparando, inevitavelmente, o filme com o que li na grande obra de Eça de Queirós, Os Maias.
Na minha opinião, a adaptação de João Botelho, está extremamente bem conseguida, não apenas a nível da encenação, mas também a nível da maneira como este encarou a obra. Focou-se no ponto mais importante que, na minha perspetiva, não passa pela história de amor entre Carlos e Maria Eduarda, mas sim na crítica feita à sociedade do século XIX, que continua a encaixar perfeitamente na sociedade atual.
Fiquei particularmente surpreendida pela positiva com as personagens de João da Ega e de Dâmaso. Considero que estavam cópias perfeitas e retrataram a minha visão autêntica de ambas. Simples e naturalmente bem feito e muito bem interpretado.
O único ponto menos forte que gostaria de apontar prende-se com a personagem de Carlos da Maia, não por pensar que foi mal interpretada, mas sim porque visionava um Carlos diferente, mais rígido, mais firme, mais forte… mais “british”, talvez. Considero que a personagem de Carlos ao lado da personagem de João da Ega ficou pequenina e sem o brilho Maia, algo que, a meu ver, não acontece no livro.
Para concluir, num panorama geral, gostei bastante do filme e considero que foi uma boa adaptação, feliz e fiel, tendo em conta a grandiosidade da obra, e a quem esta pertence: a todos nós.»
Carolina Santos, 11ºA

27 de março de 2014

Quem sou?


Aos quinze anos sou assim.
Sou aquela que escala a montanha para olhar o horizonte,
sou aquela que olha o horizonte e não vê o céu,
sou aquela que enfrentaria tempestades e marés
para sentir o desejo do dever cumprido.
Sou aquela que anseia apanhar uma borboleta
mesmo tendo as mãos presas por correntes.
Sou um barco à deriva,
sou o reflexo da água,
sou a âncora,
sou a ilusão,
sou a borracha,
sou a exatidão.
Sou a incerteza.
Sou aquilo que sempre esperei,
sou aquilo que não sei.

Carolina Santos, 10.º A
Vídeopoema

Ó Morte!


Ó Morte! Ó Morte!
Que queres tu?
Assustas os que amo
E ignoras os que temo.

Levas para longe os que vão por opção
E os que não têm escolha.
Os que cá ficam,
Ficam com grande dor no coração.

Há quem se limite a seguir em frente
Há quem espere que apareças...
Os dias passam a ser diferentes,
Uns como se fossem o primeiro
E outros como se fossem o último.

Ó Morte! Ó Morte!
Que queres tu?
Será que andas perdida como eu?
Uma hora vagueias sem rumo
Noutra hora matas sem dó!

Qual é a tua forma?
Vens como uma sombra
Ou como uma nuvem de fumo?
És tu que tens o poder de escolha
Ou segues uma ordem?

Ó Morte!
Ó Morte!
Que queres tu?

Soraia Miranda, 8.º D
Vídeopoema 

Tu és a tal


Ouvindo a chuva a cair
lembro-me do teu olhar
e do dia em que te fui pedir
se comigo querias namorar.

Tu, minha princesa,
demoraste a aceitar,
mas hoje tenho a certeza
de que não vivo sem te amar.

Contigo quero ir,
ir a todo o lado,
fazer-te sempre sorrir
com o coração por ti roubado.

Dizes-me coisas tão belas,
que já nem sei o que te falar;
só sei que à luz das velas
os teus lábios quero beijar.

Fazes-me tão bem...
fazes-me sentir especial!
Amo-te como a mais ninguém,
posso dizer que tu és a tal...

Só preciso de saber
se para sempre comigo queres ficar;
nunca te vou esquecer,
o meu amor por ti está sempre a aumentar.

Nélson Fernando, 7.º B
Vídeopoema 

A primavera é tudo observar



A primavera é tudo observar
e ver as andorinhas a voar.

O verão é ficar deitado ao sol 
e apanhar um escaldão.

O outono é ver as folhas a cair
e desatarmo-nos a rir.

O inverno é estar ao pé do aquecedor
e sentir um aconchegante calor.
 
Aminata Gebaté, 7.º B
Vídeopoema

Ó Lua que és tão bela


Ó Lua que és tão bela
e que à noite entras
pela minha janela,

dizem que pareces um queijo
e quando olho para ti
é isso que eu vejo!

Ó Lua que estás tão alta,
quando entras pela janela,
ficas logo na ribalta!

Beatriz Carvalho, 7.º B
Vídeopoema